MENINA MÁ
Existe uma satisfação diferente quando se lê um livro bacana. Algo que a gente não esperava que fosse gostar e acaba gostando, não é? Peguei o livro “Menina Má” por mera curiosidade, tenho aproveitado esses momentos de solicitar os livros de parceria para descobrir coisas novas.
Aqui no blog eu não falei sobre isso, mas eu já disse algumas vezes no canal que o horror é um gênero que eu estou ainda descobrindo. Quando eu leio o estilo na linha mais parecida com suspense, psicológico, ou que deixa nas entrelinhas, eu fico mais instigada.
A historia de Menina Má é sobre uma mãe que entra em conflitos de pensamentos quando se dá conta de que sua adorável filha tem tendências assassinas.

Quando lemos histórias de assassinos por aí, é difícil passar por nossas cabeças que isso pode nascer da infância, coisa que presumimos ser algo puro. É isso que o livro vai explorar. Rhoda é uma garota muito graciosa, com seu jeito impecável de se vestir, tem um sorriso que encanta todo mundo e não há nenhum adulto que não faça elogios a garota. Christine Penmark é uma dona de casa adorável e linda, o retrato perfeito do casamento americano dos anos 1950, onde o homem trabalha fora e a esposa fica cuidando da filha, da casa e faz diversos contatos sociais. Por ter um convívio obviamente maior com Rhoda, Christine tem uma desconfiança latente sobre a forma da menina agir. Apesar de todos amarem, ela sente que cada movimento de Rhoda é calculado e frio.
As suspeitas de Christine se tornam reais quando um coleguinha na escola de sua filha morre afogado e com marcas de agressão. Ao receber sua filha de volta do passeio, Rhoda retorna pra sua casa como se nada houvesse acontecido, como se a morte do amigo fosse algo corriqueiro. Uma total ausência de empatia.
Essa morte vai desencadear tudo que vai ocorrer no livro. É o estopim da desconfiança da mãe. Tudo que vai acontecer a partir desse momento será um conflito de pensamentos e a investigação da sra. Penmark sobre sua própria filha. A cada momento que a realidade vai caindo sobre as costas de Christine, aquela mulher bela recadada e do lar e respeitada no bairro, vai se definhando e os vizinhos vão percebendo isso.

Rhoda é um show à parte, realmente o que a Cristina vê é a realidade e não uma espécie de alucinação, como a gente poderia pensar. As coisas que ela diz assustam exatamente pela falta de sentimento que aquilo demonstra. Fiquei me perguntando, se um dia vier a ser mãe, como que eu posso ensinar a minha filha ou ao meu filho esse tipo de detalhe que só aprende na convivência? Como que eu poderia descobrir se o meu filho é alguém como a Rhoda? Você como leitor fica na expectativa de qual será os próximos passos.
Não poderia esquecer de mencionar o Leroy, zelador do prédio. Um cara asqueroso, mas que compreendeu de cara quem Rhoda era. O tipo de pessoa que tem potencial para ser como nossa Menina Má, mas que se insere na sociedade sem ao menos percebermos.
Por isso, fica aqui a recomendação. A leitura é flui muito bem e você pode ficar dividido entre se sentir aflito como a Christine ou esperando/torcendo para ver a Rhoda agindo.
*Este livro foi recebido de parceria*


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