LIVROS: ENTRETENIMENTO E RESPONSABILIDADE
Não nego que é valida a preocupação das pessoas em relação à preferência do mercado em publicar, em grande maioria, títulos do tipo de literatura “que não levará ninguém a lugar nenhum” em seu catálogo. Entretanto, desde sempre eu defendi e ainda defendo com certa parcimônia, que nem todo livro tem a necessidade de educar as pessoas ou de apresentar um grau alto de literatura. Muitas vezes queremos apenas ler algo descontraído, algo que vai nos remover, por alguns instantes, da realidade estressante de todos os dias.
Mas quando eu li esse livro, que a priori se encaixa nesse padrão de livros para entretenimento, resolvi pensar com um pouco mais de carinho nesse tema.
O fato de escrever/publicar um livro que não tem nenhum objetivo educacional, por assim dizer, é uma justificativa válida para não atribuir as responsabilidades, seja na abordagem (ou na falta dela) de assuntos importantes?

O livro que me trouxe esse pensamento falava de gravidez na adolescência, onde nem a gravidez e nem a forma como a personagem ficou grávida foi devidamente debatido. Mas poderia ser qualquer outro livro. Sobre qualquer outro tema.
Eu me incomodei porque talvez aquilo me atingiu pessoalmente de alguma forma, mas será que se não fosse isso eu iria me importar? Ou quem sabe está mesmo na hora de eu dizer “calma aí seu autor(a)/editora, você está escrevendo para mais pessoas, que tal tratar a obra com mais carinho, hein?”. Ainda mais quando falamos para adolescentes, que quando se apegam emocionalmente a um personagem ou história, se influenciam bastante sobre aquele pequeno universo dentro das páginas.
Estamos abertos a debates. O que você pensa sobre isso? Qual é o limite entre o entretenimento x responsabilidade?


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